Deputados defendem a manutenção do Espanhol na grade curricular da rede pública de ensino

por Comunicação/ALE publicado 13/06/2017 18h47, última modificação 13/06/2017 18h47

A retirada das aulas de espanhol da grade curricular das escolas pertencentes a rede estadual de ensino foi tema amplamente debatido durante a sessão plenária desta terça-feira, 13. O assunto veio à tona a partir do pronunciamento do deputado Bruno Toledo (PROS), que se disse bastante preocupado com a questão. “Não se trata apenas de uma preocupação minha, mas da Associação dos Professores de Espanhol e, acredito, de todos os educadores e de quem promove o turismo no Estado”, disse Toledo, lembrando que, recentemente, o Governo Federal revogou a lei nº 11.161/05, conhecida como Lei do Espanhol.

“Agora colocada em caráter optativo, o Espanhol corre o risco de não mais ser lecionado para os alunos alagoanos. Rogo ao secretário de Educação, Luciano Barbosa, que seja sensível a esta importante causa”, apelou o deputado. “Que não permita esse retrocesso aconteça na educação dos alagoanos. Que permaneça oferecendo na rede estadual como vem acontecendo”, pediu Bruno, solicitando à Comissão de Educação da Casa que também acompanhe o tema.

Em aparte, o presidente da Comissão de Educação, deputado Francisco Tenório (PMN) se aliou ao posicionamento e também apelou para que o Governo de Alagoas reveja a decisão. Tenório contou que recebeu um grupo de professores e diretores de escolas e faculdades pedindo o apoio da Comissão nesse sentido. O parlamentar disse ainda que já havia sido informando da intenção do secretário Luciano Barbosa de retirar a disciplina da grade curricular. “Fiz uma ponderação a ele de que o Enem, por exemplo, dá essas duas matérias optativas, sendo que a maioria dos alunos faz a opção pelo espanhol”, contou. “Alagoas é um Estado turístico, se pudermos manter a obrigatoriedade dos dois idiomas é importantíssimo”, avalia Tenório, sugerindo a possibilidade da criação de uma lei tornando a língua espanhola obrigatória nas escolas estaduais.

Ainda em aparte, a deputada Jó Pereira (PMDB) também se associou ao pronunciamento de Bruno Toledo e se disse bastante preocupada com o assunto. Na opinião da parlamentar, há uma necessidade da convocação permanente do secretário de Educação para que o planejamento da educação possa ser pautada no plano estadual, que agora é lei. “E alunos que irão prestar o Enem e já optaram pela língua espanhola, o que vão fazer?”, questionou a deputada.

Na liderança do Governo na Casa, o deputado Ronaldo Medeiros (PMDB) disse que, na condição de educador, também é contrário a retirada da língua espanhola das escolas públicas de Alagoas. “Isso é um prejuízo porque o estudante tem que ter a opção”, observou Medeiros, dizendo ainda que essa decisão não é bem vida, sobretudo num momento em que se deseja a integração na América do Sul.

Outro que se posicionou sobre o assunto foi o deputado Dudu Hollanda (PSD). Ele se mostrou contrário a decisão da Seduc e disse ter entrado em contato com o governador Renan Filho, e este lhe garantiu que a matéria continuará fazendo parte da grade curricular das escolas públicas alagoanas.

Unale
Durante o pronunciamento, o deputado Bruno Toledo também fez um balanço positivo da participação da delegação da Assembleia Legislativa na XXI Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, promovida pela Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), sendo acompanhado pelos deputados Gilvan Barros Filho (PSDB), Dudu Hollanda, Jairzinho Lira (PMDB) e Davi Davino (PMDB). O evento foi realizado na cidade de Foz do Iguaçu/PR. Para o parlamentar, a CNLE foi um evento importante que trouxe bastante experiência. “Momentos como este nos levam a uma reflexão profunda sobre nossa atuação nos parlamentos estaduais”, declarou Toledo.

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