Rodrigo Cunha cobra melhorias nos serviços do Instituto de Criminalística

por Comunicação/ALE publicado 18/04/2018 18h00, última modificação 18/04/2018 18h00

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 18, o deputado Rodrigo Cunha (PSDB) voltou a cobrar melhorias nos serviços do Instituto de Criminalística (IC). A inauguração do IC do Agreste, bem como a sobrecarga e as más condições de trabalho dos profissionais que atuam no Instituto, em Maceió, foram destaque na fala do parlamentar. Ele chamou a atenção para o caso ocorrido no último dia 14, quando familiares de um jovem assassinado em Santa Luzia do Norte, precisaram realizar um protesto para que o corpo do rapaz, morto a aproximadamente 24 horas, fosse recolhido. “Para chamar a atenção do Poder Público, da forma mais humilhante possível. Pedindo para que alguém retirasse o corpo do filho que já estava há vários dias a espera do IC”, contou Cunha.

O parlamentar lembrou que já fez pronunciamentos sobre o assunto sem que nenhuma providência tenha sido tomada. “Naquela oportunidade já dizia o que hoje é repetido por gestores e funcionários (do IC), que o órgão hoje, da maneira que está, tem que funcionar através de uma operação padrão. Ou seja, mantendo um mínimo constitucional para não parar”, observou Cunha, destacando que faltam recursos humanos e estruturais de trabalho. “E os poucos servidores que existem não conseguem dar conta de toda a demanda do Estado”, assegurou o deputado.

IC do Agreste
No que diz respeito ao IC de Arapiraca, Rodrigo Cunha disse que acompanha de perto toda a tramitação, inclusive envolvendo a transição municipal e o tempo necessário para que o órgão entrasse em funcionamento. “Mas não avançou. Quando cobramos aqui, o Governo se manifestou e disse que em 30 dias o IC de Arapiraca iria funcionar. Chamou para si a responsabilidade e disse que com ou sem município, o instituto seria aberto. Isso em julho de 2017”, lembrou Cunha.

Em aparte, os deputados Ricardo Nezinho (MDB), Antonio Albuquerque (PTB), Jó Pereira (MDB) e Galba Novaes (MDB) contribuíram com o pronunciamento de Cunha. Ao reforçar a fala do colega de plenário, Nezinho lembrou que na região do Agreste estava preestabelecido, desde o início do Governo de Renan Filho, uma parceria entre o Município de Arapiraca e o Executivo Estadual para que o Instituto de Criminalística do Agreste pudesse funcionar. “Infelizmente, devido aos trâmites burocráticos, não foi possível assinar esse termo de compromisso”, observou Nezinho, sugerindo ao Governo do Estado que não espere mais pela prefeitura de Arapiraca e agilize a abertura do IC.

Para o deputado Antonio Albuquerque, o tema é de grande relevância e urgente. “É impossível que não se dispense a essa causa toda a atenção necessária. Tenho acompanhado o sofrimento e a dor dos familiares que só tem a liberação dos corpos de seus entes quando esses já estão em avançado estado de decomposição”, disse Albuquerque.

Já a deputada Jó Pereira disse que a busca de parcerias para a implantação do IC de Arapiraca é salutar, no entanto ressalva que esta é uma atribuição do Estado. Ela sugeriu a criação de uma comissão para ir ao Governo buscar uma solução para o caso. “Atribuir essa responsabilidade ao gestor municipal não é justo, uma vez que o IC vai atender a todos os municípios agrestinos”, avalia a parlamentar.

Também em aparte, o deputado Galba Novaes reforçou o que já fora dito pelos seus antecessores, porém defendeu o Governo sob o argumento de que o Executivo tem dado uma grande atenção a questões envolvendo segurança e saúde. “O problema é que o Governo encontrou muitos problemas em Alagoas”, disse ele, lembrando que o IML do Tabuleiro levou mais de seis anos para ser construído, mas o Governo do Estado já o entregou a sociedade, dotado dos equipamentos mais modernos para a perícia forense.

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