Ângela Garrote destaca passagem do Dia do Nordestino e saúda canonização de Irmã Dulce

por Comunicação/ALE publicado 08/10/2019 21h53, última modificação 08/10/2019 21h53

A deputada Ângela Garrote (PP) usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 8, para destacar a passagem do Dia do Nordestino, comemorado hoje em todo o país, e para prestar homenagem à Irmã Dulce, que será canonizada pelo Papa Francisco, no próximo domingo, 13, no Vaticano.

A deputada parabenizou os mais 66 milhões nordestinos. “É o Dia do Nordestino, justa homenagem à cultura rica e diversificada de um povo e à terra de extraordinárias belezas naturais, que encanta visitantes do mundo todo”, disse. Ângela Garrote destacou que nos nove Estados da Região Nordeste vivem cerca de 57 milhões de pessoas e outros 9,5 milhões de nordestinos estão espalhados pelo País, com maior concentração no Sudeste, em especial na cidade de São Paulo. “O Dia do Nordestino foi criado em 2009, a data foi instituída em homenagem ao centenário do nascimento de um dos nordestinos mais ilustres da história, Antônio Gonçalves da Silva; mais conhecido como Patativa do Assaré”, informou a parlamentar

De acordo com Garrote, uma pesquisa do Ministério do Turismo apontou Maceió como a primeira colocada na lista dos dez cidades turísticas mais desejadas do País. Isso ocorre, segundo a deputada, porque, além das belezas naturais, existe um povo que recebe bem.

Por fim a deputada ressaltou que no século passado, a seca e a miséria forçaram uma forte migração de nordestinos, de modo que entre 1940 e 1995 mais de 15 milhões de pessoas deixaram a Região. “Felizmente, depois disso, a mudança da situação econômica, a crescente industrialização e o surgimento de novas oportunidades começaram a reverter o processo: hoje, se as desigualdades regionais não foram superadas, pelo menos o nosso Nordeste tem perspectivas claras de crescimento e de melhorias sociais”, disse.

Irmã Dulce
Ângela Garrote também destacou o processo de canonização de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, conhecida como Irmã Dulce. “Sua figura e atuação vão muito além da Igreja Católica, sendo muito querida e admirada também por gente de outras denominações religiosas. Para a sua canonização foi importante o reconhecimento de dois milagres por intermédio de sua intercessão”, destacou.

A deputada lembrou que Irmã Dulce faleceu em 1992, já com fama de santidade, e conhecida como o “Anjo bom da Bahia”. “Ao tornar-se religiosa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, passou a ser chamada Irmã Dulce. Quando enferma, teve a graça de ser visitada pelo Papa João Paulo II, em 1991. Ela nos deixou grandes lições de vida como a humildade, a caridade, o serviço, a solidariedade e a partilha, motivada pela fé em Cristo e animada por uma vida intensa de oração. Consagrou-se a Deus servindo aos que sofrem e testemunhando o valor da vida dos que não têm a própria dignidade e direitos reconhecidos. Por tudo que realizou nos seus anos de vida, seu nome encontra-se inscrito no rol daqueles que são sempre lembrados quando o tema é caridade e amor ao próximo. Para todos nós Nordestinos é motivo de grande orgulho”, afirmou.

Em aparte, o deputado Inácio Loiola (PDT) destacou a importância de se comemorar do Dia do Nordestino e lembrou que a chegada dos portugueses ao Brasil aconteceu no Nordeste, um centro político, cultural e econômico de um povo trabalhador. “Sinto orgulho de ser nordestino, um local das maiores referências na música, literatura, cinema, humor e política no Brasil”, disse o deputado, pedindo também ao Vaticano que reconheça a santidade de outro nordestino, Padre Cícero Romão Batista.

Também em aparte, a deputada Fátima Canuto (PRTB) parabenizou o povo nordestino pela passagem de seu dia e saudou a canonização da Irmã Dulce. A deputada disse que tramita na Casa, um projeto de resolução, de sua autoria, que dispõe sobre a criação da Comenda Irmã Dulce. “É uma homenagem para as pessoas e entidades que se destacam na área social”, afirmou.

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