Davi Maia lembra passagem de 9 anos das enchentes que atingiram cidades dos vales do Mundaú e Paraíba

por Comunicação/ALE publicado 18/06/2019 21h10, última modificação 18/06/2019 23h56

A passagem dos nove anos das enchentes que atingiram as cidades nos vales dos rios Mundaú e Paraíba foi tema do pronunciamento do deputado Davi Maia (DEM), durante a sessão plenária desta terça-feira, 18. Na época, 19 cidades alagoanas foram atingidas e 15 decretaram estado de calamidade pública. A inundação deixou cerca de 30 mortos e aproximadamente 700 mil pessoas desabrigadas. “Lembro muito bem quando cheguei a Quebrangulo, às 2h da manhã. Estava tudo escuro, quase não consegui atravessar a ponte do Rio Paraíba. A água alcançava mais de sete metros. Ao amanhecer, a cidade estava devastada. O rio tinha varrido o lugar do mapa”, lembrou o parlamentar.

Naquele 18 de junho de 2010, as enchentes atingiram as cidades de Atalaia, Branquinha, Cajueiro, Capela, Ibateguara, Jacuípe, Joaquim Gomes, Jundiá, Matriz de Camaragibe, Murici, Paulo Jacinto, Quebrangulo, Rio Largo, Santana do Mundaú, São José da Laje, São Luiz do Quitunde, Satuba, União dos Palmares e Viçosa. “O ex-presidente Lula esteve em Alagoas, em tempo recorde, liberando crédito superior a R$ 1,7 bilhão. Nunca vi na história tanto dinheiro, em tão pouco tempo”, disse Davi Maia. “Foram construídas 17.438 casas durante o processo, além de estradas e pontes, mas muito do que foi planejado ainda não foi feito”, criticou Maia, citando como exemplo o hospital de Paulo Jacinto, os matadouros de União dos Palmares e de Quebrangulo e os prédios administrativos da Prefeitura de Branquinha.

“Postos de saúde foram construídos, mas grandes hospitais não foram refeitos. O grande problema é que, historicamente, a cada 10 anos, vivemos um período de enchentes no Estado de Alagoas”, observou Maia, contando que ontem, quando retornava de Minador do Negrão, o nível do rio Paraíba já estava aumentando. "Até hoje não foi criado o Plano de Combate a Enchentes do Estado. São dez anos de descuido com a população ribeirinha”, cobrou.

Em apartes, a deputada Cibele Moura (PSDB) e o deputado Francisco Tenório (PMN) se solidarizaram ao pronunciamento de Davi Maia. Tenório observou que apesar do grande volume de recursos que vieram para Alagoas, os abatedouros destruídos não foram reativados de forma legal. “Tanto é que, na região de Chã Preta, não tem, sequer, um abatedor funcionando e, assim sendo, vários animais chegam às feiras públicas abatidos clandestinamente”, disse Francisco Tenório, cobrando um posicionamento do Governo. O parlamentar registrou ainda que foi iniciada a construção de um hospital em Paulo Jacinto, com os recursos liberados para recuperar as cidades atingidas pelas enchentes, no entanto, as obras nunca foram concluídas.

Ainda sobre o hospital de Paulo Jacinto, a deputada Cibele Moura contou que, na semana passada, esteve reunida com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, e com o prefeito do município, Marcos Lisboa, para cobrar a conclusão das obras da unidade. “A população não pode e não aguenta mais esperar. Não podemos ter um 'elefante branco' em uma cidade como Paulo Jacinto”, cobrou a deputada.

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