Estratégias estadual e federal no combate à pandemia são questionadas por parlamentares

por Comunicação/ALE publicado 10/06/2021 13h11, última modificação 10/06/2021 13h11

O deputado Cabo Bebeto (PTC) voltou a criticar as medidas restritivas adotadas pelo Governo para conter o avanço da Covid-19 em Alagoas. As restrições atingem principalmente o setor produtivo do Estado, o que, na visão do parlamentar, não têm surtido efeito para a redução da doença. Ao iniciar o pronunciamento, Bebeto destacou algumas normas já em vigor no Estado, como a lei que obriga o uso de máscaras, aprovada pela Casa, e os decretos governamentais determinando o fechamento do comércio, bares, restaurantes, praias, redução de horários de funcionamento, entre outras medidas. “Em Alagoas o governador fala que é o Estado que mais vacina, fechou praias, reduziu o horário de comércio, alguns dias é obrigado a fechar, é proibido evento, festa, e eu pergunto: em que momento o Governo seguiu a recomendação ou alguma indicação do Governo Federal? A resposta é nenhuma”, argumenta Bebeto.

“Então fica claro que são gestores diferentes, que têm perfis e posicionamentos opostos. Todas as ações em Alagoas são exclusivas do governador do Estado. Com tudo isso que ele tem feito, pergunto-me: por que os números ruins não diminuem? Fico me perguntando quem tem razão”, disse. “E fica aqui a reflexão para todos: quem é realmente o negacionista? Para mim, negacionista é aquele que nega a realidade que o cerca, que nega os fatos”, declarou o parlamentar, avaliando que as medidas restritivas impostas pelo Executivo não estão dando resultado. “Se o próprio governador coloca que as coisas não estão boas, que tudo está piorando, age de uma forma e não há melhora, talvez seja a hora de mudar”, sugeriu o deputado, pedindo coerência, equilíbrio e bom senso.

Contrapondo-se ao posicionamento de Bebeto, o deputado Ronaldo Medeiros (MDB) rebateu, citando os Estados Unidos da América (EUA) como exemplo. Ele lembrou que ano passado o país apresentava um índice de mais de três mil mortes por dia, devido a política praticada pelo ex-presidente Donald Trump e que, atualmente, a taxa foi reduzida para algo em torno de 600 mortes por dia. A mudança para que isso ocorresse foi a eleição de Joe Biden. “Saiu um (presidente) negacionista e que não acreditava na ciência”, disse. “Quem fecha restaurantes, praias, bares, hotéis e acaba com os empregos dos ambulantes é a falta de vacina, não são os governadores. O único remédio no mundo é a vacina”, assegurou o parlamentar, destacando a postura do primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que acreditou e fez campanha em favor dos imunizantes contra a Covid-19. “É de direita, mas não é louco nem burro”, disse Medeiros.

“Aqui no Brasil, o grande irresponsável chama-se presidente Bolsonaro, que está acabando com os empregos, acabando com tudo. Enquanto não tivermos vacinas suficientes para imunizar 50% ou 60% da população, vamos enfrentar esses problemas”, declarou Ronaldo Medeiros. “Nenhum gestor, em sanidade mental, pode seguir um presidente como esse que nós temos. Infelizmente é isso”, rebateu o parlamentar, destacando o desenrolar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, no Senado, que, na opinião dele, está trazendo revelações alarmantes sobre a conduta do Governo Federal no combate a pandemia no país.

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